Redescobrindo-se
esclarecer dúvidas sobre doenças mentais ou mediunidade
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Redescobrindo-se: Ajuda
Redescobrindo-se: Ajuda: Meu nome é Sid sou um gatinho que preciso urgente de atendimento veterinário, pois sofri um acidente e acho que quebrei a perna, minha d...
Ajuda
Meu nome é Sid sou um
gatinho que preciso urgente de atendimento veterinário, pois sofri um acidente
e acho que quebrei a perna, minha dona que cuida muito bem de bem, no momento
esta passando por dificuldades financeiras e não no momento não possui recursos
para me ajudar, sei que assim como eu ela está sofrendo, ao ver o meu
sofrimento. Apesar de suas dificuldades que enfrenta nunca
deixou de me proporcionar tudo que
necessito tenho uma ótima alimentação, remédios e acima de tudo muito amor. Mas
neste momento ela não tem como me ajudar, sei que ela sofre mais do que eu, por
que sou o seu reizinho, seu companheiro, seu amigo e a dor de me ver assim a
consome, agora neste momento ela não possui o recurso financeiro , mas está
desesperada pois sabe que estou sofrendo e tem medo de me perder . Eu peço
ajudar por mim e por ela prometemos que assim que possível pagaremos pelo
tratamento, mas hoje precisamos que
alguém nós ajude. Chamo-me sid e sou um gatinho vira-lata que encontro muito
amor e carinho nesse lar. Moro em São José – Santa Catarina se alguém puder nos
ajudar eu e minha dona seremos eternamente gratos. Ah! Esse na foto sou eu. E-mail
para contato decasol@r7.com se algum
veterinário puder nós ajudar.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
A maior torcida de sc
IBGE: Avaí tem a
maior torcida de SC (novidade)
21
de março de 20120
O IBGE divulgou uma pesquisa sobre os clubes de maior torcida no Brasil
sem nenhuma novidade em Santa Catarina. O Avaí tem a maior torcida de SC com
cerca de 100 mil torcedores a mais que o segundo colocado, o Tricolor do
Estreito. Juntos os dois clubes da capital chegam próximo da casa de 1 milhão
de torcedores.
Um outro fato que chamou a atenção é que o Avaí possui os torcedores com
a maior média mensal individual do Brasil inteiro. O que isso quer dizer? Nada,
apenas mostra a realidade do Brasil, onde a população do sul do país possui
maior renda que as demais regiões, assim como Florianópolis possui um IDH
(índice de desenvolvimento humano) bastante elevado em relação ao Brasil
(imaginem como poderíamos ser se tivéssemos políticos sérios e competentes).
Mas vale lembrar: Renda não diz NADA, não define caráter e nem faz
ninguém melhor do que ninguém.
domingo, 14 de outubro de 2012
Ensino Público
Ensino público estadual: descaso total
Artigo publicado no Jornal A Tribuna, na coluna Tribuna Livre, em 22/02/2011
“Se a Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. O pensamento do educador Paulo Freire aponta-nos a educação como ferramenta de democratização e de formação do cidadão. A afirmativa parece verdadeira mas, ao menos no ensino público estadual, a educação está bem distante de ser um instrumento transformador.
A rede pública estadual de São Paulo atende hoje cerca de 4,5 milhões de alunos, distribuidos em mais de 5000 escolas. Na maioria delas, um cenário em comum: o descaso do poder público. Da infra-estrutura à remuneração dos professores, tudo parece deixado ao léu. Basta entrar numa das centenas de escolas estaduais da Baixada Santista para constatar o abandono.
Recentemente, o Governo do Estado comemorou a compra de milhões de kits escolares.Esquecem-se, porém, que os edifícios onde as escolas funcionam estão em estado lastimável. Rachaduras e vazamentos são realidades vistas diariamente por quem frequenta, certamente por falta de opção, as escolas públicas estaduais.
Foi divulgado investimento de R$ 127,3 milhões no programa Trato na Escola, que prevê pequenas reformas, obras de reparo e pintura. Segundo prometido, em 2011, todas as cinco mil unidades da rede serão atendidas, permitindo que os alunos iniciem este ano letivo em ambientes revitalizados. Não é o que parece ter acontecido, pois ao voltarem recentemente às aulas, alunos e professores de muitas escolas encontraram o mesmo cenário deixado no final de 2010.
Outra balela é a presença dois professores em sala de aula, projeto do qual se vangloriam os tucanos. Propaganda enganosa, sentenciam os professores da rede. O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário. E pior, muitas vezes, ao invés de dois, os alunos não tem nenhum professor. Não são raros os relatos de alunos que ficam sem aulas em determinadas disciplinas por falta de docente, o que chega a acontecer durante um semestre inteiro.
O resultado não poderia ser outro: desmotivados, os alunos não conseguem ver nos estudos a base para um futuro melhor, gerando uma hiato em suas formações. Com isso, muitos concluem o Ensino Fundamental como analfabetos funcionais, ou seja, sabem ler e escrever, mas não tem as habilidades necessárias para o desenvolvimento pessoal e profissional.
No caso dos professores, muitos sofrem violência, sentem-se fragilizados e trabalham com medo, tornando frequentes os casos de afastamento por doenças como síndrome do pânico e depressão. Somente nos cinco primeiros meses de 2010, 194 docentes (mais de um por dia) da rede paulista foram readaptados, situação em que servidores com graves problemas de saúde passam a fazer atividades administrativas, deixando de lecionar.
Obviamente, existem exceções. Poucas, infelizmente. A Escola Estadual Barnabé, sob exemplar direção da sra. Irani José Abud Romano, é uma dessas poucas e gratas excessões: um modelo a ser seguido, prova de que é possível termos uma educação pública estadual de qualidade. Hoje, na rede estadual de ensino de São Paulo, a escola é uma entidade solitária, que luta para continuar exercendo a difícil função de formar o cidadão do amanhã. Diante de tanto descaso, o que será do futuro desta sociedade?
*Marcus de Rosis é vereador pelo PMDB e líder do governo na Câmara de Santos
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Dias difíceis
Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
entes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
MEDIUNIDADE
MEDIUNIDADE
"E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visão, e os vossos velhos sonharão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas naqueles dias, e profetizarão;" - (Atos, cap. 2 - 17 e 18).
5.0 - O QUE É A MEDIUNIDADE
A mediunidade é uma sensibilidade existente nos seres vivos. É uma espécie de "janela" pela qual se recebem as influências do plano espiritual. Toda criatura viva possui mediunidade ou ao menos seus rudimentos. No homem, ela se apresenta mais complexa e pode, em alguns casos, ser utilizada de "ponte" entre os dois planos da vida.
Allan Kardec denominava "médiuns" somente as pessoas capazes de produzir fenômenos ostensivos com suas faculdades.
"Quem quer que seja apto a receber ou transmitir as comunicações dos Espíritos é, por isso mesmo, um médium, seja qual for o meio empregado e o grau de desenvolvimento da faculdade - desde a mais simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. Contudo, no uso corrente, o vocábulo tem uma acepção mais restrita e se diz geralmente das pessoas dotadas de um poder mediatriz muito grande, tanto para produzir efeitos físicos, como para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra" - (Allan Kardec, Revista Espírita, Fevereiro, 1859).
A mediunidade independe das condições morais do indivíduo. Às vezes, criaturas de moral duvidosa possuem belíssimas faculdades, enquanto outras, probas, cultas, dedicadas às coisas de Deus, não conseguem produzir nem mesmo pequenos efeitos. A mediunidade, conforme a define Allan Kardec, depende de uma organização física mais ou menos apropriada para manifestar-se. É proveniente de uma disposição orgânica existente entre as ligações do corpo carnal com o perispírito.
Existem dois obstáculos que dificultam a prática da mediunidade de modo racional e produtivo. O primeiro deles é o uso que se pode dar à faculdade. Há médiuns que a utilizam de forma incorreta e prejudicial a quem deles se serve. Tornam-se adivinhadores ou meros ledores de sorte. O outro problema é a presença ostensiva de Espíritos inferiores junto dos médiuns, quando começam o exercício da faculdade. Tal fato constitui-se em verdadeiro estorvo ao progresso dos iniciantes, principalmente quando ainda estão envolvidos naturalmente pela insegurança.
5.1 - A MEDIUNIDADE E SEUS FINS
A mediunidade tem várias finalidades para o ser humano. No serviço de intercâmbio mediúnico, ela torna-se o elo entre os dois mundos, o físico e o espiritual, demonstrando através dos fenômenos, a existência das coisas invisíveis. Permite que os Espíritos desencarnados nos enviem mensagens esclarecedoras falando da vida e do Universo criado por Deus. Ajuda-nos a curar e aliviar as dores físicas e morais de enfermos e desajustados.
O canal mediúnico é a via de acesso que o Espírito encarnado mantém permanentemente aberta para o mundo invisível. Por ele, a criatura recebe influências positivas e negativas, que a excita ao progresso. Usando do seu livre-arbítrio, o Espírito poderá segui-las ou ignorá-las, colhendo com isso, os frutos da lei de plantio e colheita.
Através de milhares de encarnações, o Espírito segue o caminho do crescimento espiritual, até adquirir sabedoria e domínio sobre suas más inclinações. Os Espíritos encarnados exercem constante influência sobre os desencarnados e vice-versa. Esta interinfluenciação se dá através dos pensamentos e dos sentimentos individuais e coletivos.
Embora a faculdade propriamente dita seja orgânica, o uso bom ou mal que o médium pode dar a ela depende de sua qualidade moral. Por isso, o médium que não trabalha em sua própria edificação, torna-se presa fácil de maus Espíritos, dando finalidade imprópria para um dom que lhe foi dado por Deus para que servisse como instrumento de sua melhoria interior.
"Se o médium é de baixa moral, os Espíritos inferiores se agrupam em torno dele e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos bons são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais" - (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, questão 227).
5.2 - TIPOS DE MÉDIUNS
"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os Espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas" - (I Coríntios, cap. 12, 7-10).
Os médiuns podem ser divididos em duas grandes categorias: médiuns de efeitos físicos e médiuns de efeitos intelectuais. Cada uma delas tem uma finalidade específica frente à humanidade do nosso tempo.
a) Médiuns de Efeitos Físicos
São os médiuns dotados de faculdade capaz de produzir efeitos materiais ostensivos. Seus trabalhos têm a finalidade de chamar a atenção da incredulidade humana para a existência dos Espíritos e do mundo invisível. Produzem fenômenos materiais, tais como: movimento de corpos inertes, ruídos, voz direta, curas fenomênicas, transportes etc.
Os médiuns de efeitos físicos podem ser divididos em dois grupos: os facultativos, que têm consciência dos fenômenos que produzem; e os involuntários, ou naturais, que não possuem consciência de suas faculdades e são usados pelos Espíritos para promoverem manifestações sem que o saibam. Certas comunicações dadas por Espíritos desencarnados através de aparelhos eletrônicos (TCI), onde alguns autores disseram não haver necessidade da presença da mediunidade, foram produzidas por ação de médiuns de efeitos físicos involuntários.
Esse tipo de médium era muito comum no advento do Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.
b) Médiuns de Efeitos Intelectuais
São os médiuns dotados de faculdades que produzem comunicações inteligentes, com as quais é possível aprender conceitos morais e filosóficos. Essas manifestações nos ajudam a entender o mundo invisível e o estilo de vida que levam os seus habitantes. Existe uma grande variedade de médiuns, que se ligam mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias. Em estudos futuros, que realizaremos em O Livro dos Médiuns, serão tratados os pormenores sobre a classificação que Allan Kardec deu a cada tipo de médium e às manifestações mediúnicas. A título de instrução básica, faremos alguns comentários sobre os tipos de médiuns mais encontrados:
Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis: São as pessoas que possuem sensibilidade capaz de sentir com facilidade a presença dos Espíritos. Essa mediunidade não é bem definida, pois os médiuns em geral são impressionáveis. Seria mais uma qualidade geral do que especial, ou seja, uma faculdade rudimentar, essencial ao desenvolvimento das outras.
Médiuns Audientes ou Auditivos: Os médiuns auditivos ou audientes são aqueles capazes de ouvirem a voz dos Espíritos de forma clara e inequívoca. Tais fenômenos ocorrem geralmente nas reuniões mediúnicas. Podem, assim, conversar com os desencarnados, ouvindo e transmitindo suas instruções para o plano material. Este tipo de mediunidade é agradável se o médium só ouve Espíritos bons. Mas, quando cai presa de um Espírito mau, pode caracterizar-se numa tenaz obsessão.
Médiuns Falantes ou de Psicofonia: São os médiuns que recebem comunicações dos Espíritos através da fala. O médium psicofônico pode não ter consciência do que diz, exprimindo idéias totalmente contrárias aos seus conhecimentos. Uns guardam lembranças claras do que transmitem; outros não.
Há médiuns que recebem as idéias dos Espíritos por meio do canal intuitivo, também denominado "mediunidade natural", expondo com suas próprias palavras o que a entidade quer revelar.
Médiuns Videntes: Os médiuns videntes são aqueles com capacidade para captar imagens do mundo espiritual. Uns possuem esta faculdade em estado normal, perfeitamente acordados. Outros, têm-na em estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo.
Os médiuns videntes não vêem com os olhos carnais, mas sim com os da alma. Por isso, independe de estarem de olhos abertos ou fechados para enxergarem os Espíritos.
É preciso saber separar a vidência propriamente dita, das aparições acidentais e espontâneas. A vidência, embora varie de intensidade, consiste na possibilidade mais ou menos freqüente de se ver os Espíritos. A interpretação das visões espirituais varia de um médium para outro, segundo sua condição evolutiva. Já as aparições podem acontecer para qualquer um, mesmo para as pessoas que não sejam videntes.
As aparições acidentais de Espíritos, são freqüentes na hora do desencarne de entes queridos, que se encontram distantes. Nesses casos, os Espíritos aparecem à parentela, como se quisessem dar testemunho de que estão vivos e que partem para uma nova vida. Diz-se, popularmente, que vieram avisar de sua morte.
As visões durante o sono do corpo físico também fazem parte da categoria das aparições.
Médiuns Sonâmbulos ou Sonambúlicos: Os médiuns sonâmbulos ou sonambúlicos são os que, durante o transe de desdobramento mediúnico, agem sob a influência do seu próprio Espírito. São eles mesmo que, desprendendo-se de seus corpos físicos, projetam-se no mundo espiritual e conversam com os desencarnados, vendo, ouvindo e percebendo o que vai à sua volta. Vivem, durante breves instantes, a liberdade dos Espíritos livres. Seus sentidos não sofrem as limitações provocadas pela matéria.
Este tipo de médium pode nos transmitir tudo o que lhe acontece durante o transe, inclusive falar dos conselhos que recebe dos bons Espíritos, quando no plano espiritual. Também são conhecidos como "sonâmbulos", os médiuns que perdem a consciência durante as comunicações.
Médiuns Curadores: São médiuns curadores aquelas pessoas que possuem o poder magnético (ou dom) de curar as enfermidades orgânicas, ou aliviar dores pela imposição das mãos ou pela prece. A fé, aliada ao magnetismo do médium e auxílio dos bons Espíritos, realiza os fenômenos de curas. Jesus era um médium curador em potencial.
Os médiuns curadores, por produzirem efeitos materiais, também podem ser classificados como médiuns de "efeitos físicos". O dom de curar é um dos mais belos que o médium pode adquirir, mas exige dele uma vida de exemplos e de sadia moral.
Médiuns Psicógrafos ou Escreventes: São os que transmitem as comunicações dos Espíritos através da escrita. Estes médiuns são muito comuns. Dividem-se em: mecânicos, semimecânicos e intuitivos.
Os mecânicos não têm consciência do que escrevem. A influência do pensamento do médium na comunicação é quase nula. A idéia do Espírito desencarnado se expressa com maior clareza, pois há grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica.
Já nos semimecânicos, a comunicação sofre uma influência um pouco maior do pensamento do médium. A dominação do Espírito sobre suas faculdades não é tão profunda. São a maioria entre os médiuns psicógrafos.
Os médiuns intuitivos são os que recebem a idéia do comunicante e a interpretam de acordo com seu conhecimento pessoal. Existem outras variedades de médiuns que serão estudadas futuramente em O Livro dos Médiuns, no capítulo que trata de sua classificação.
5.3 - CONSEQÜÊNCIAS MORAIS DA PRÁTICA MEDIÚNICA
A prática da mediunidade no Espiritismo não tem como meta somente a produção de fenômenos físicos, destinados a despertar os incrédulos, ou curar enfermidades carnais e espirituais. As atividades curativas, além de demonstrarem a ação da Misericórdia Divina, servem ainda para alertar o ser humano de que ele é algo mais do que matéria. Deve despertá-lo para o real sentido da vida, provocando-lhe uma conseqüência de ordem moral.
Frente ao mundo terreno, repleto de interesses imediatistas, o homem busca sua felicidade afogando-se nas ilusões provocadas pela matéria. Perde-se em paixões transitórias, não atentando para o nobre ideal da vida, que é o aprendizado e o progresso do Espírito como criatura imortal. A mediunidade é um meio pelo qual os Espíritos superiores apresentam novos conceitos e horizontes mais amplos às pessoas. Isso lhes renova o ânimo e as esperanças em relação ao futuro.
O contato com o mundo espiritual, através da mediunidade, nos mostra que, pela ação da Lei de Causa e Efeito, colhemos tudo aquilo que plantamos. Que uma vida egoísta e orgulhosa só conduz ao sofrimento, ao passo que uma conduta pautada nas orientações do Evangelho encaminha-nos para um estado de equilíbrio e à verdadeira felicidade.
É pela mediunidade que somos esclarecidos que, ao morrermos, vivemos; que encarnaremos em outras ocasiões, ora numa condição social, ora noutra; que os princípios morais ensinados por Jesus, o Cristo, fazem nascer na intimidade dos homens o tão sonhado Reino de Deus.
Por fim, a pessoa que abraça tão nobre tarefa tem em mãos uma grande ferramenta de crescimento espiritual, uma vez que depende de sua condição moral o contato com as forças espirituais do Bem. Agindo como instrumento nesse intercâmbio, sabe que depende de seu esforço pessoal o bom ou mau uso que fizer do dom que Deus lhe deu.
"Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Podias perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. Criaturas indignas a possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem" - (Livro dos Médiuns - Questão 226, item 2).
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