segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desejo, prazer, amor

DESEJO, PRAZER, AMOR Hoje nossa conversa abordará temas complexos e polêmicos: As vertentes que sintetizadas nos colocam diante do sentimento mais lindo e mais forte que nos une a todos: o AMOR. Para tal, ninguém melhor do que Joanna de Angelis para nortear o rumo dessas poucas linhas. Eros, Desejo e Prazer, formam uma espécie de trilogia a que todos nós devamos estar a entender, posto que, tais elementos se deturpados, viciados ou corrompidos levam o espírito em Passagem por este orbe de provas e expiações, à depravação moral, ao desequilíbrio psico-físico-mental e ao sofrimento, tornando-se mais das vezes, ponte firme, para o aparecimento dos processos obsessivos. Afastando o espírito encarnado do rumo correto ao sublime sentimento que é o Amor. Comecemos pelo Eros: Do grego Eros – princípio de ação, símbolo do desejo, cuja energia é a libido. Não falamos aqui de um Eros comum, vulgar, baixo animalesco. Vamos falar do Eros que advém do amor harmônico, pleno, maduro. Este maravilhoso sentimento, que alteia e alimenta a alma, plenifica-se manifestado pela necessidade do intercambio afetivo, no qual os parceiros se completam pela permuta de hormônios, que relaxam o corpo e dinamizam as fontes de inspiração da alma, tornando-se propulsor do progresso. É ele, por assim dizer-se, valioso veículo para a perpetuação da espécie, quando no intercurso sexual, do qual é o mais importante elemento. É a força dinamizadora e indispensável para que a vida prossiga, por todas as suas etapas, ditosa e plena. A melodia da ternura adorna a busca e encanta, mediante a capacidade que possui de envolvimento, sem a geração de qualquer tipo de tormento. Enobrecidas se tornam sob sua influência as funções sexuais e rica de valores sente-se manifestar a sexualidade. O olhar carinhoso, terno e manso, o abraço de calor, o beijo mais íntimo, a carícia envolvente, encadeiam-se em veículo de manifestação de sua pujança, que preparam o campo para mais profundas e responsáveis manifestações. Explica Joanna que, o instinto reprodutor realiza seu mister automaticamente, mas quando o amor intervém, a sensação se ergue ao grau de Emoção Duradoura, com todos os componentes fisiológicos, mas sem a selvageria da posse, do abandono ou da exaustão. Sendo a harmonia e a satisfação manifestada para ambos os parceiros, o pilotis do equilíbrio do Sentimento que se espraia, produzindo plenitude Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/eros-desejo-prazer-amor/#ixzz25SMzwvZ4 Enobrecidas se tornam sob sua influência as funções sexuais e rica de valores sente-se manifestar a sexualidade. O olhar carinhoso, terno e manso, o abraço de calor, o beijo mais íntimo, a carícia envolvente, encadeiam-se em veículo de manifestação de sua pujança, que preparam o campo para mais profundas e responsáveis manifestações. Explica Joanna que, o instinto reprodutor realiza seu mister automaticamente, mas quando o amor intervém, a sensação se ergue ao grau de Emoção Duradoura, com todos os componentes fisiológicos, mas sem a selvageria da posse, do abandono ou da exaustão. Sendo a harmonia e a satisfação manifestada para ambos os parceiros, o pilotis do equilíbrio do Sentimento que se espraia, produzindo plenitude Notem, que a libido, sob os impulsos do Eros, vem como força criadora, não produzindo tormento, não exigindo satisfação imediata, irradiando-se também como vibração envolvente imaterial, profundamente psíquica e emocional. O sexo, ao se impor viciado, sob os auspícios de um Eros maculado pela procura de sensações carnais viciosas, leva ao desregro, à agonia, à posse e abre, totalmente as portas da casa mental do espírito encarnado, aos processos tormentosos e às obsessões. Do Desejo e do Prazer: Joanna, em sua conhecida eloqüência, vem por mostrar-nos matizes importantes sobre esses dois elementos que se amalgamam, aditados ao Eros. Podendo estar originado no instinto, o Desejo que leva ao Prazer, toma por vezes forma de necessidade violenta, transmutando-se em impulso que se sobrepõe à razão. Estando intimamente ligado à natureza humana primitiva. Nesta formatação, torna-se imperioso devorador, e sem o controle da razão, desmantela os delicados equipamentos da Emoção abrindo-se-nos as portas do desajuste comportamental. O desejo mal ajustado na esfera do amor é voraz, tormentoso, e em especial na área genésica, expressando-se como erotismo, busca sexual para simples gozo. Como sede implacável, continua Joanna, não se sacia porque é devoradora, mantendo-se em nível de sensação periférica, na área do sentimento que não se deixam de todo dominar. Porém se conseguem adentrar a patamar mais elevado, toma esse sentimento, graças à conquista de algum ideal, alguma aspiração ou mesmo anseio por alcançar metas agradáveis e desafiadoras, com propensão à realização enobrecedora. Pensar-se-á que as duas formas se confundem em uma única, o que , para nós, trás sentido e entendimento diferente, quando examinamos a função sexual e o desejo do Belo, do Nobre, do Harmonioso, em comparação àquele de natureza orgânica, erótica, de compensação imediata até nova e tormentosa busca. Desta maneira, o Desejo pode ser visto sobre o tripé fenomênico, ético e estético sendo esta sua imposição. Portanto, há que ser bem administrado nos dois casos afim de que se torne em motivação tendente ao crescimento psicológico e espiritual do ser humano. É então, natural à busca do prazer, esse desejo interior de conseguir o gozo, o bem estar, que se expressa após a conquista da meta atingida. Interessante o pensamento de Goethe: “O prazer constitui verdadeira dádiva de Deus para que todos quantos se identificam com a vida e que se alegram com o esplendor e a beleza que ela revela. A vida, em conseqüência, retribui-o através do amor e da graça.” No dizer de Joanna, o Prazer se apresenta sob vários matizes: Orgânico, emocional, intelectual, espiritual, sendo ora físico, material e noutros momentos, de natureza abstrata, estético, efêmero, duradouro, mas que deve ser sempre registrado fortemente no psiquismo, para que a existência humana expresse o seu significado. Dependendo o Prazer, mais das vezes, de como seja considerado, é correto dizer-se que o que advém dele seja bom em sua generalidade, mas convém a lembrança de que pode também ser veículo para o abrir de portas para as sensações de medo, da perda, das faltas, ou para situações em que danos por ele posam advir, ampliando as condições para que os indivíduos possam falhar e sair embrenhando-se em prisões da Aflição. Considerado por alguns, apenas como expressão da lascívia, esquecem-se esses, que o Prazer decorre de ideais conquistados, da beleza da obra que vemos na construção do Divino, das inegáveis alegrias decorrentes do sentimento afetuoso, destituído de posse ou condicionamento meramente carnal. Do atavismo de grande parte de nós, decorre este medo insustentável do Prazer, da felicidade em senti-lo, tal a associação que fazemos ao “pecado”, da falta de mérito, tendente à alusão de que este se tornaria em débito a ser resgatado e que por isso, empurraria o indivíduo à desgraça e à sujidade ou mesmo a uma “tentação do diabo”. Este pensamento ao ser vencido, deixou por invigilância e despreparo do homem, uma consciência de culpa e por outro lado, fez nascer uma legião de gozadores desequilibrados que se desregram no abuso extremado das sensações mais baixas e nas inúmeras aberrações conhecidas. Outro ainda, produto do mesmo temor ao Prazer, envida meios dissimulados envolvendo-o em variadas vestes desculpistas para acalmares conflitos subjacentes. Na verdade, o Prazer é fonte criadora, predomina em tudo e em todos, responsável pela personalidade e em outro sentido pela esperança, nos ensina Joanna. O Prazer, muitas vezes pode ser confundido como desejo de tudo possuir, com a vontade de simples desfrute da cornucópia carregada de gozos, notadamente os de natureza sexual. Enfim: o Desejo e o Prazer, podem em se transformar em alavancas que bem podem promover o Espírito ou conduzi-lo a abismos que o devorem. Contudo, a essência da vida no corpo é conquista de si mesmo, a conduta bem direcionada para que se consiga a vitória do Ser, a sua harmonia, e não ao gozo breve apenas, que forçosamente se transmutará de um estágio a outro, sempre mais tortuoso, ansioso e perturbador. Do Amor: Este tesouro que mais se agiganta, fortalece-se, enriquece-se, multiplicando-se à medida que se reparte, não se intimida em virtude das tormentas que se nos possam avassalar a vida. Não se entibia, nem se enfraquece pois que sua força é residente no Doar-se, formando-se em Essência da Vida. O Mestre e Modelo de perfeição moral nos mostrou, em sua passagem entre nós, à essência desse instrumento de regeneração, o Amor. Oxigênio da alma, Seiva da Vida, o amor quando enfraquece, trás o desânimo, a revolta, o desalento, causas primárias da depressão. Sem ele a alma declina da vontade de viver. Diz Joanna, que quando o amor toma seu caráter sensualista, buscando o Prazer imediato, acaba por envenenar-se, ou entorpecer-se, dando entrada à frustração. Novamente lembramos do ensino do Mestre e fazemos em Suas palavras a analogia necessária. Amor sensualista igual a odre velho; Amor Imbatível(puro) igual a vinho novo. E Jesus nos ensina: “não se coloca vinho novo em odre velho”. Pois assim se fazendo os miasmas que envolvem o interior do odre velho, conspurcam e deterioram o vinho novo do Amor Puro. Quando o Amor é real, estruturado e maduro, que espera, estimula, renova, não se satura, permanecendo novo, harmônico, sem alti-baixos emocionais, explica Joanna. O amor, no dizer de Joanna, percorre diferentes fases: O Infantil: de caráter possessivo; O Jovial: expressado pela insegurança; o Maduro: Pacificador, que se entrega sem reservas se faz plenificador. É o amor, meus amigos, esse amalgama de sensações, instintos, e vontades, que perpassando o Eros, o Desejo, sobrepujando os baixos instintos e as vibrações mais densas, atrelado ao respeito mútuo, a consideração, fidelidade, e estima, esse presente precioso que o Supremo Arquiteto do universo fez com que a centelha viva que habita em nosso orbe, o homem, o sentisse, chegando ao Prazer, para que dignificando a suprema bondade e Justiça do Criador, elevasse-se, a paramos mais alteados, pela excelsa vibração que ele trás.